Entenda as 12 tendências tecnológicas para 2022 previstas pela Gartner

Confira as principais tendências tecnológicas para 2022 apontadas pela consultoria Gartner, referência no ramo das pesquisas, consultorias, eventos e prospecções acerca do mercado de TI.

CEO’s desejam três coisas: crescimento, digitalização e eficiência. É o que diz a Gartner, Inc., sobre o cenário do digital business. 

A partir de uma pesquisa com organizações do setor, a Gartner definiu as 12 principais tendências estratégicas de tecnologia para 2022.

Segundo o vice-presidente de pesquisa da Gartner, David Groombridge, as prioridades dos líderes de TI neste ano devem refletir a necessidade de gerar crescimento por meio de conexões digitais diretas com os clientes e encontrar soluções que multipliquem a força dos recursos de tecnologia.

Partindo desse contexto, a Gartner espera que as trends previstas para 2022 atuem como multiplicadores de força de negócios e inovação digital ao longo dos próximos três a cinco anos.

Saiba quais são as tendências deste ano, segundo o Gartner, e como a sua empresa pode acompanhar as inovações tecnológicas que vêm por aí!

Qual a importância da Gartner e seus estudos?

A Gartner, Inc. é uma empresa de pesquisa e consultoria em TI (tecnologia da informação, divulgando insights e estudos relacionados à área da tecnologia para que os líderes do segmento possam tomar decisões mais assertivas.

Durante a década de 1970 no estado de Kentucky (EUA), o executivo Gideon Gartner fundou a instituição a partir da ideia de que o conhecimento pode facilitar o processo decisório de clientes.

Todos os anos, a instituição identifica as tendências tecnológicas mais importantes para os negócios. A pesquisa para 2022 foi lançada em novembro do ano anterior.

Os relatórios produzidos pela Gartner servem de base para o planejamento estratégico de milhares de empresas globalmente. Negócios sérios, seja do setor da tecnologia ou não, estão sempre atentos aos resultados e previsões divulgados, devido à credibilidade da instituição.

Tendências para tecnologia e inovação para 2022, segundo a Gartner

Ao elencar as 12 tendências tecnológicas de 2022, a Gartner ressalta que todos os itens da lista precisam fortalecer uns aos outros. A combinação das tecnologias mencionadas é o que vai ajudar gestores a priorizar metas, adaptar modelos e impulsionar o crescimento nas suas empresas.

A Gartner dividiu a lista em três etapas:

  • De 1 a 4: projetando a confiança

O setor de digital business exige uma base sólida, resiliente e eficiente em TI. Sem esse apoio bem desenvolvido, não é possível dimensionar a performance no mercado. A TI é responsável por gerar a confiança na tecnologia, representando as primeiras quatro tendências da lista.

  • De 5 a 8: esculpindo mudanças

Com a confiança consolidada na base, o próximo foco da lista está nas tecnologias que permitam que as empresas dimensionem suas inovações tecnológicas. Enquanto a TI não consegue acompanhar o ritmo das mudanças sozinha, times multidisciplinares de TI e outros setores empresariais precisam colaborar e inspirar essas transformações para digitalizar rapidamente as operações.

  • De 9 a 12: Acelerando o crescimento

Como colocou a Gartner, agora que a base e os tijolos foram estabelecidos, é o momento de voltar a atenção às tendências tecnológicas que maximizam o valor gerado por tudo que as empresas criam. As últimas quatro tecnologias exemplificam os multiplicadores de força em TI que devem tornar os negócios mais competitivos e no topo no mercado.

Confira a lista completa a seguir!

1) Data Fabric

A importância dos dados nunca foi tão grande quanto é hoje. Muitas vezes, essas informações são armazenadas dentro de aplicativos e sistemas, não sendo aproveitadas por completo.

Aqui entra a Data Fabric, ou malha de dados, como também é conhecida.

Data Fabric é uma arquitetura de gerenciamento de dados voltada ao acesso e organização inteligente para otimizar o aproveitamento.

De forma simplificada, podemos dizer que essa tecnologia integra informações de diversas plataformas e usuários, tornando-as acessíveis àqueles que precisam. A partir de algoritmos que lêem metadados, a Data Fabric é capaz de aprender qual dado está sendo utilizado.

Segundo a Gartner, o principal benefício da malha de dados é a habilidade de recomendar mais informações, diferentes e, muitas vezes, melhores do que as adotadas pela empresa. Assim, o processo de data management é reduzido em até 70%, tornando-o mais eficiente.

Até 2024, o desenvolvimento de Data Fabric vai quadruplicar a eficiência no uso de dados e reduzir demandas realizadas por pessoas pela metade, aponta a pesquisa.

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2) Cybersecurity Mesh (CSMA): a malha de segurança cibernética

Cybersecurity Mesh Architecture (CSMA), ou “malha de segurança cibernética”, é uma solução proposta pela Gartner que permite a integração entre diferentes produtos de segurança.

Na maioria das vezes, produtos digitais são distribuídos em data centers e armazenamento em nuvem. Tradicionalmente, de acordo com a Gartner, uma estratégia fragmentada de segurança que foca nos perímetros de uma empresa pode deixar margem para falhas e vulnerabilidade.

A CSMA, por outro lado, permite um serviço escalonado e interoperacional, aumentando a segurança de todos os bens independentemente da localização.

A Gartner prevê que, até 2024, organizações que contam com uma CSMA podem reduzir, em média, 90% do impacto financeiro de incidentes de segurança individuais.

3) Privacy-Enhancing Computation (PEC): cálculo de melhoria de privacidade

Não basta ter dados — você precisa saber como aproveitá-los ao máximo em prol da sua empresa.

Privacy-Enhancing Computation (PEC) é o que chamamos de “cálculo de melhoria de privacidade”. Essa tecnologia viabiliza o compartilhamento de dados entre ecossistemas, gerando valor e mantendo a privacidade.

Entre as funcionalidades do PEC, podemos citar a criptografia, divisão e o pré-processamento de dados sensíveis, para que a empresa possa otimizar o acesso sem comprometer a confidencialidade da informação.

De acordo com a Gartner, 60% das grandes corporações vão implementar uma ou mais técnicas de PEC em business intelligence (BI), analytics ou cloud computing até 2025.

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4) Cloud-Native Platforms (CNPs)

A Gartner sugere que empresas devem deixar de lado a migração da metodologia “lift and shift” (do inglês, “elevar e deslocar”), que leva demandas de sistemas legados para a nuvem.

Como essas informações não foram pensadas para esse tipo de armazenamento, elas exigem uma manutenção mais complexa, o que não deixa muitos benefícios para o usuário.

Por outro lado, plataformas nativas da nuvem, ou Cloud-Native Platforms (CNPs), aproveitam a praticidade e elasticidade da computação em nuvem para entregar um custo benefício maior. Ao diminuírem a dependência de outras infraestruturas, essas ferramentas poupam o tempo que seria perdido com a adaptação e focam na funcionalidade.

A previsão da Gartner é que, até 2025, CNPs servirão de base para o surgimento de 95% novas iniciativas digitais.

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5) Aplicações compositivas

Equipes multidisciplinares, apesar de contarem com um conhecimento diversificado, ainda enfrentam alguns desafios comuns — a falta de experiência em programação, o uso de tecnologias inadequadas ou a exigência de uma entrega rápida e eficiente são alguns dos exemplos mencionados pela pesquisa da Gartner.

A solução? Segundo o estudo, aplicações compositivas!

A quinta das tendências tecnológicas mencionadas pela Gartner resulta dos chamados “Recursos de Negócios Corporativos” — do inglês, packaged-business capabilities (PBCs). Esses PCBs criam módulos reutilizáveis que times corporativos podem utilizar de forma autônoma para criar aplicações rapidamente, bem como a sua disponibilização no mercado.

Ou seja, aplicações compositivas são ferramentas que permitem maior adaptabilidade com rapidez, segurança e eficiência. A Gartner concluiu que o mantra de design para novos SaaS e aplicativos customizáveis serão API-first ou API-only, ou seja, estratégias de desenvolvimento de interfaces que priorizam ou focam exclusivamente nas necessidades do desenvolvedor-alvo.

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6) Inteligência de decisão

Decisões podem ser influenciadas por diversos fatores. Em um mundo onde inovações tecnológicas surgem rapidamente, a tomada de decisão pelas empresas precisa equilibrar qualidade e agilidade.

Decision Intelligence (DI), ou “Inteligência de Decisão”, é a alternativa proposta pelo estudo. Essas plataformas estruturam a tomada de decisão organizacional integrando dados, métricas e inteligência artificial para automatizar esse processo.

Até 2023, mais do que um terço das grandes empresas terão analistas praticando DI, prevê a Gartner.

7) Hiperautomação

O maior foco em crescimento, digitalização e excelência operacional pelas empresas trouxe a necessidade de automação melhor e mais completa, segundo a Gartner.

A hiperautomação é uma abordagem focada em negócios para identificar e automatizar o maior número de processos de TI possível. Para isso, é preciso implementar diversas ferramentas tecnológicas e plataformas, como a tecnologia low e no-code.

A Gartner prevê que, até 2024, gastos difusos com hiperautomação devem aumentar o Custo Total de Propriedade (TCO) em 40 vezes. Nesse contexto, uma gestão adaptável se torna um diferencial no mercado.

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8) Engenharia de Inteligência Artificial

Para a Gartner, a Engenharia de Inteligência Artificial (IA) é uma das inovações tecnológicas mais transformadoras em 2022.

A partir de dados integrados e pipelines de modelo e desenvolvimento, esta disciplina é uma forma de atualizar modelos operacionais e implementar a IA.

No contexto da pandemia, exemplo trazido pelo próprio estudo, empresas que efetivamente implementam essa solução conseguem sair da crise com uma grande vantagem no mercado. Contudo, não basta implementar a Engenharia de IA superficialmente — é preciso otimizá-la, segundo a Gartner.

A estimativa da Gartner é que os 10% das empresas que conseguirem estabelecer as melhores práticas da Engenharia de IA devem gerar pelo menos três vezes mais valor do que aquelas que não implementam a tecnologia, ou seja, os 90% remanescentes.

Além disso, a receita mundial do setor de software de Inteligência Artificial (IA) deverá totalizar US$ 62,5 bilhões em 2022, um aumento de 21,3% em relação ao que tinha sido projetado para 2021. É o que diz outra pesquisa recente da Gartner.

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9) Empresa Distribuída

Em essência, empresas distribuídas representam um modelo de negócios digital, ou virtual-first. A Gartner aponta que o conceito surgiu de duas áreas diferentes: o trabalho remoto resultante das restrições impostas contra a COVID-19, que exigiu novas ferramentas e uma flexibilização, e a indisponibilidade dos consumidores no comércio presencial.

Assim, as empresas distribuídas surgiram com uma abordagem virtual-first e remote-first, digitalizando processos para proporcionar melhores experiências tanto para os trabalhadores quanto para os clientes.

Até 2023, 75% das organizações que aproveitam os benefícios do modelo distribuído terão um crescimento de receita 25% mais rápido que seus concorrentes, afirma a Gartner.

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10) Total Experience (TX)

Experiência Total, ou Total Experience (TX), considera: consumidores, usuários, trabalhadores e multiexperiência. O objetivo é interconectare otimizar cada uma dessas experiências com relação à empresa para melhorar a qualidade do serviço no geral.

A Gartner afirma que, até 2026, 60% das grandes empresas devem utilizar a experiência total para transformar os modelos de negócios e, assim, alcançar níveis de satisfação melhores para todos os stakeholders.

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11) Sistemas autônomos

Na medida que os negócios crescem, a gestão manual simplesmente se torna inviável. É por isso que a Gartner elencou sistemas autônomos entre as principais tendências tecnológicas de 2022.

Pela definição da Gartner, essa inovação tecnológica consistem em sistemas de autogestão ou de software que aprendem com os respectivos ambientes. Contudo, ao contrário de sistemas autônomos ou automatizados, eles são capazes de modificar dinamicamente os próprios algoritmos sem precisar de atualizações de software.

Isso permite respostas mais rápidas frente à mudanças e imprevistos, viabilizando uma gestão mais eficiente em ambientes complexos.

Segundo a Gartner, até 2024, 20% dos negócios que vendem sistemas ou dispositivos autônomos exigirão que seus clientes renunciem às provisões de indenização relacionadas ao comportamento aprendido pelos seus produtos.

12) Generative AI: Inteligência Artificial Generativa

Em essência, a IA é uma tecnologia treinada para produzir conclusões. Contudo, algumas delas conseguem até mesmo inovar por conta própria.

É o caso da IA Generativa — uma forma de IA que aprende a representação digital de conteúdos e objetos a partir de dados de amostra e utiliza esse conhecimento para gerar artefatos novos, originais e realistas. As criações dessa tecnologia são muito semelhantes às informações-base, mas não o repetem.

Por isso, a última das tendências tecnológicas trazidas pela Gartner representa uma oportunidade de inovação ágil para empresas.

O estudo prevê que até 2025, produtos de IA Generativa representarão 10% dos dados gerados — hoje, eles representam apenas 1% das informações.

A uMov.me frente às tendências tecnológicas de 2022

Líder nacional na criação de aplicativos customizáveis B2B, a uMov.me já trabalha com algumas das tendências tecnológicas trazidas pela Gartner e, ainda, foi a única empresa do Sul apontada pela consultoria no relatório Cool Vendors in Brazil 2013.

O relatório destacou apenas cinco empresas que, para a Gartner, estão alinhadas com as principais tendências de mercado da época — mobilidade, nuvem e social — através de tecnologias abertas e de ponta.

Hoje, com mais de 10 anos de experiência, a uMov.me continua viabilizando soluções para implementar inovações tecnológicas na sua empresa.

plataforma uMov.me utiliza a metodologia no-code para que os clientes possam criar aplicações compositivas que atendem às suas necessidades específicas sem precisar entender de programação, driblando um dos desafios mencionados pela Gartner.

Além disso, os aplicativos desenvolvidos pela uMov.me são cloud-native e contam com funcionalidades associadas ao armazenamento em nuvem. A empresa trabalha com sistemas específicos para os setores de trade marketing logísticaforça de vendasordem de serviço.

Os aplicativos da uMov.me ainda permitem a coleta e análise de dados, essenciais para implementar inovações tecnológicas como Data Fabric e inteligência de decisão. Facilmente integrados com outros sistemas, também viabilizam a hiperautomação de negócios.

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Considerações finais

A transformação digital vai muito além das inovações tecnológicas. É uma mudança cultural, que exige uma reinvenção completa dos métodos e jeitos de se fazer negócios,  representando um desafio tão humano quanto tecnológico — o que reforça a importância de uma boa gestão estratégica de pessoas.

Para empresas que já se digitalizaram, o próximo passo é a maturidade digital. Ou seja, é o momento de aumentar o nível de entendimento e integração das tecnologias no dia a dia de uma empresa.

Fazer isso significa ficar atento às principais tendências tecnológicas e transformações constantes, acompanhando pesquisas e reports como os produzidos pela Gartner, e encontrar a melhor forma de implementá-las dentro do negócio.

O relatório completo da Gartner está disponível em inglês no site oficial!

A uMov.me pode ser uma facilitadora nesse processo. Para entender como a plataforma pode contribuir para a sua empresa, agende uma demonstração!

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