Citizen developer: entenda o que é e por que implementar na sua empresa

Já ouviu falar de “citizen developer”? Entenda essa nova expressão do mundo low-code e como implementar na sua empresa! 

Bons profissionais de tecnologia são bastante valorizados no mercado. Isso porque eles entendem bastante sobre as últimas tendências do setor, desenvolvem aplicações para diferentes tipos de negócio e entendem de programação.

Quem trabalha com tecnologia no e low-code já deve ter ouvido falar do termo “citizen developer” — ou, em português, “desenvolvedor cidadão”.

No geral, é um conceito fácil de entender. Mas existe uma série de considerações sobre o trabalho desse profissional, como ele impacta o setor da tecnologia e sua importância no mercado.

Neste artigo, vamos abordar tudo o que você precisa saber sobre essa nova expressão do universo low-code. Confira!

O que é citizen developer

Pela definição da Gartner, consultoria em tecnologia de referência global, um citizen developer é “um empregado que cria capacidades de aplicação para o consumo próprio ou de outros, a partir de ferramentas que não são ativamente proibidas por unidades de TI ou business”.

Para simplificar, podemos considerar que desenvolvimento cidadão (citizen development) é a abordagem que permite que outros profissionais criem ou modifiquem softwares, mesmo sem conhecimento em programação. Isso é possível a partir da tecnologia no-code e low-code.

O resultado dessa metodologia é a simplificação de processos e, consequentemente, maior eficiência dentro de um negócio ou departamento específico. 

Citizen developer e shadow IT

É importante ressaltar que o desenvolvedor cidadão é uma persona, não um título ou posição de trabalho. Inclusive, ele não é um profissional de TI — ele desenvolve soluções digitais para diversos setores dentro de uma empresa guiado por especialistas sobre os softwares utilizados, treinamento e suporte em geral, mas não integra o departamento interno de tecnologia.

É diferente do que chamamos de shadow IT, que são usuários ou departamentos que desenvolvem soluções fora da aprovação ou conhecimento da TI.

Como o citizen developer atua dentro dos parâmetros definidos por profissionais da tecnologia, ele não se enquadra no modelo de shadow IT.

Por que esse conceito é importante atualmente? 

A resposta para essa pergunta está na transformação digital.

Em seu sentido mais completo, o termo refere-se a uma mudança cultural ampla impulsionada e proporcionada pela tecnologia digital. 

Em essência, a transformação digital é sobre agregar valor ao negócio, conectando empresas e seus produtos ou serviços a seus clientes. O objetivo maior aqui é satisfazer o cliente, gerando mais propósito, conexão e lucro para as marcas.

Esse é o primeiro passo para uma empresa atingir a maturidade digital — e inevitável para a longevidade de qualquer negócio no mercado. Em uma cultura data-driven, na qual os dados são os ativos mais valiosos no mundo empresarial, ficar de fora dessa transformação não é uma opção.

Se a empresa não mudar o seu DNA, não conseguirá sustentar sua maturidade digital, pois não estará envolvendo as pessoas nesse novo modelo, não aceitará os dados como base para a tomada de decisões nem conseguirá acompanhar, ou mesmo se interessar, pelas tendências tecnológicas. No mercado atual, isso é insustentável.

Aplicativos e softwares são ferramentas fundamentais nesse processo, os quais podem ser facilitados pelo desenvolvimento cidadão.

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No-code x Low-code: entenda o trabalho do citizen developer

Como comentamos, o desenvolvimento cidadão está diretamente relacionado ao mundo low-code. Dentro disso, também temos as plataformas no-code, o que pode ser confuso.

Conheça esses conceitos, suas diferenças e como o citizen developer atua em cada um:

Plataforma low-code

A plataforma low-code é a forma mais conhecida no mercado, caracterizada pelo desenvolvimento em baixa programação. O termo foi criado há algum tempo para explicar soluções com interfaces de desenvolvimento direcionadas em Graphical User Interface (GUI).

Basicamente, sistemas online permitem a criação de outros sistemas ou aplicativos com poucos códigos. A plataforma de baixo código é um ambiente gráfico, o que permite que profissionais se aventurem na criação de aplicações com pouco conhecimento sobre as linguagens de programação.

Atenção para as palavras “pouco conhecimento”, pois essa tecnologia não é tão simples quanto parece!

O citizen developer atua como um usuário da plataforma para criar novos aplicativos de negócios aos usuários finais ou consumo de terceiros, sem precisarem de muitas especializações.

Mas o baixo código implica que, ainda, existe a necessidade de programação. O desenvolvedor cidadão, neste caso, precisa ter uma experiência prévia na área e algum entendimento básico sobre os conceitos para produzir soluções eficientes.

Plataforma no-code 

Já a plataforma no-code, uma subcategoria de low-code, é uma forma de desenvolver soluções completamente livre de códigos. Isso significa que, aqui, o citizen developer pode ser qualquer funcionário de qualquer departamento.

Não há necessidade alguma de conhecimento prévio sobre programação para produzir aplicativos e softwares eficientes para um negócio ou departamento. Por isso, a tecnologia no-code tem maior capacidade de adaptação a diferentes cenários e, assim, pode atender necessidades específicas. 

Na prática, no geral, a experiência de uma plataforma sem códigos é muito mais simples que a versão low-code.

A interface é completamente visual, ou seja, substitui graficamente as linhas de código por trás dela.

Tudo começa com uma caixa de ferramentas à disposição do usuário. A partir disso, ele pode arrastar e soltar caixas visuais para adicionar, remover e organizar funcionalidades e fluxos de trabalho. Para facilitar ainda mais a usabilidade, menus suspensos e paletas de cores destacam e segmentam as funcionalidades, permitindo maior personalização do aplicativo em desenvolvimento.

O desenvolvedor cidadão consegue, então, configurar o aplicativo, conectá-lo a um banco de dados ou outros serviços online, integrá-lo a outras ferramentas e utilizá-lo para organizar, definir e atribuir tarefas de trabalho, entre outras funcionalidades. Muito além da necessidade inicial, plataformas sem código permitem que ele desenvolva soluções completas e funcionais.

Com soluções no-code, um citizen developer pode optar por criar uma aplicação do zero ou personalizar um modelo pré-existente. Isso possibilita uma redução no tempo de criação e implementação das soluções desenvolvidas, ou, em outras palavras, um ganho em agilidade e eficiência para a empresa.

É o caso da plataforma uMov.me, por exemplo, que permite a criação customizada às necessidades de cada empresa. A interface também inclui modelos prontos, desenvolvidos pelo time de especialistas em tecnologia da uMov.me, para alguns segmentos de mercado — trade marketing, logística, força de vendas e ordem de serviço (OS).

Qual a diferença?

Por mais que o maior benefício das duas plataformas seja a facilidade e velocidade do desenvolvimento do produto, precisamos destacar que há diferenças entre elas!

Basicamente, a plataforma low-code diminui a necessidade de códigos na ferramenta para torná-la mais simples. Destaque para a palavra “diminui”, pois é aí que mora a grande diferença! A plataforma no-code retira completamente a necessidade de códigos, tornando a programação um processo mais visual em vez de linguístico.

Ela possui outro contexto, já que é basicamente um capacitador — interfaces sem código podem transformar qualquer funcionário da empresa em um desenvolvedor de aplicativos, ou citizen developer, enquanto as de baixo código ainda exigem noções básicas sobre o tema.

O papel do citizen developer: a necessidade do profissional no mercado

Sabia que o mundo low-code é uma das principais tendências tecnológicas no mundo?

A estimativa da Gartner é que 80% das tecnologias desenvolvidas até 2024 sejam criadas por profissionais de fora do setor. Ou seja, a maior parte das inovações tecnológicas dos próximos anos está nas mãos dos citizen developers.

Além disso, uma pesquisa da Forrester de 2020 mostrou que a TI não consegue dar conta de todas as demandas das áreas de negócios em 65% das empresas. Isso resulta da grande quantidade de projetos solicitados. 

O desenvolvimento cidadão, principalmente quando está aliado à soluções no-code, é o que pode dar fôlego à área da tecnologia. Assim, profissionais especializados podem dedicar seus conhecimentos ao desenvolvimento de tecnologias avançadas, enquanto o citizen developer lida com necessidades pontuais dentro dos negócios.

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Benefícios do desenvolvimento cidadão para a empresa

Ao longo do artigo, já pontuamos uma série de benefícios de incluir o desenvolvimento cidadão ao seu negócio. Mas vamos mencioná-los objetivamente aqui e acrescentar alguns pontos.

Primeiramente, no que concerne a empresa, um grande ganho em transformar um colaborador num citizen developer é financeiro. Isso porque não há necessidade de contratar novos especialistas em tecnologia, que geralmente vêm com altas remunerações. 

Além disso, ao aliar o citizen developer a uma solução no-code ou low-code, um negócio viabiliza a transformação digital de forma mais ampla e eficiente. Como comentamos, a transformação digital leva à maturidade digital, o que possibilita soluções mais inovadoras, otimização de processos, produtividade e, claro, um salto à frente da concorrência no mercado.

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No geral, empresas que adotam um programa de desenvolvimento cidadão também estão melhor preparadas para enfrentar — ou evitar — a sobrecarga do departamento de TI. Quando profissionais não especializados são capacitados e se tornam responsáveis por criar soluções tecnológicas, um grande peso é retirado do setor de TI. 

É importante ressaltar, contudo, que o melhor caminho ainda é incentivar a colaboração entre os profissionais de TI e os citizen developers.

Isso porque, enquanto os desenvolvedores cidadãos podem identificar melhor as necessidades do negócio, os especialistas da tecnologia podem contribuir com o processo ao oferecer suporte técnico e atuar em demandas mais complexas. Juntos, eles também podem escolher as ferramentas no-code mais apropriadas.

Como soluções criadas pelo citizen developer afetam a experiência do usuário final 

Além da empresa, a simplificação possibilitada pelo desenvolvimento cidadão através da tecnologia low e no-code também chega ao usuário final.

Isso porque a criação de uma nova solução digital é feita muito mais rapidamente e de forma pontual. Ou seja, a empresa que aposta nas soluções de citizen development evolui em diversos sentidos, inclusive no relacionamento com os clientes.

Além disso, a alta customização viabilizada pelas plataformas no-code ainda permite atender demandas específicas dos clientes, o que também contribui para a satisfação com o negócio e, consequentemente, a reputação dele no mercado. 

Considerações sobre citizen developer

Recapitulando e resumindo o que falamos até aqui, o citizen developer é um profissional comprovadamente eficiente sob perspectiva escalada até a entrega das soluções. 

Aliado a soluções no-code, especialmente, esse profissional consegue desenvolver aplicações assertivas quanto às necessidades internas ou dos clientes de uma empresa. Fora que, qualquer empresa que deseje se manter competitiva no mercado e alcançar a maturidade digital, não pode descartar o desenvolvimento cidadão.

A uMov.me, por exemplo, é líder nacional na criação de aplicativos customizados B2B. Através de uma plataforma no-code e o suporte técnico dos especialistas, já somamos mais de 30 mil aplicativos nos últimos 10 anos para milhares de empresas.

Conheça algumas empresas que utilizam a plataforma no-code da uMov.me para agregar valor na estratégia digital de seus clientes:

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