Cultura Ágil: o que é e como beneficia um negócio

Entenda as definições, desafios e soluções da Cultura Ágil nas empresas!

Os menores movimentos podem transformar um negócio. 

Você já ouviu falar disso, não é? Pois é exatamente essa ideia que a Cultura Ágil propõe.

Inserida dentro dos negócios, a Cultura Ágil se baseia em valores como a cooperação e colaboração, com maior horizontalidade nas decisões e otimização de processos. Com uma comunicação constante e dinâmica entre equipes de trabalho, ela permite a divisão clara de etapas e tarefas.

Mas você realmente sabe como a Cultura Ágil apoia a gestão das empresas? Leia o artigo para responder essa pergunta e veja o que especialistas têm a dizer!

O que é Cultura Ágil?

A Cultura Ágil é um conjunto de ideias, comportamentos e práticas que se disseminou no meio empresarial com a transformação digital.

A abordagem envolve diversas metodologias para garantir rapidez, adaptação, correção e entrega de produtos e serviços, atendem demandas de clientes e negócios sem deixar de lado a qualidade em detrimento da velocidade. Em resumo, o método Ágil é implementado para oferecer entregas contínuas que agreguem valor, priorizando a satisfação dos consumidores.

Fundamentalmente, o ambiente de trabalho que adota a Cultura Ágil é baseado em valores como a cooperação e colaboração, maior horizontalidade na hierarquia e otimização de processos. Ricardo Galho, cofundador da 4all, CEO ado Quiq e vice-presidente de Transformação Digital na ADVB/RS, considera que:

“O Ágil aproxima as pessoas, ou o time, da estratégia, da execução e, também, do resultado que se traz. Isso passa a ser nosso e não mais do cara que tá lá em cima, que teve a ideia ou que criou o problema. O problema passa a ser nosso — e o resultado daquele problema passa a ser nosso. A gente vai poder compartilhar o que a gente vai acertar e vai errar. Acho que o Ágil traz muito isso”.

Galho ressalta a importância da comunicação entre as pessoas — que deve ser constante e dinâmica — como um dos pilares da Cultura Ágil. É isso que possibilita a clara divisão de demandas dentro do time, fundamental para a abordagem.

Ana Cecília Nunes, professora da Escola de Comunicação, Artes e Design da PUCRS e coordenadora do IDEAR/PUCRS, complementa:

“Percebemos que o mundo é muito mais amplo, que não estamos mais em ‘caixinhas’. Eu estou levando a minha competência para um time interdisciplinar e, juntos, estamos propondo resolver um desafio do mundo. Qual é a linguagem que vamos usar para conseguir resolver um problema que está lá? […] O que eu não sei sobre esse problema que cada uma dessas interações e pequenas entregas vão me ensinar sobre esse processo?”.

Manifesto Ágil: valores e princípios da cultura ágil

A Cultura Ágil não é de hoje.

A agilidade é prioridade desde a década de 1950, quando a Toyota, por exemplo, desenvolveu um sistema de produção fundamentado no conceito de Just-in-Time (JIT). Ela só ganhou força, contudo, em 2001 — ano de publicação do Manifesto Ágil.

Dezessete desenvolvedores de softwares se reuniram em Utah, nos Estados Unidos, entre os dias 11 e 13 de fevereiro de 2001 para debater a burocratização dos processos e a verticalidade do sistema. O encontro resultou no Manifesto Ágil, que definiu quatro valores e 12 princípios fundamentais que norteiam a Cultura Ágil até hoje.

Os quatro valores da Cultura Ágil:

  1. Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas;
  2. Software em funcionamento mais que documentação abrangente;
  3. Colaboração do cliente mais que negociação de contratos;
  4. Responder a mudanças mais que seguir um plano.

Os 12 princípios da Cultura Ágil:

  1. Satisfação do cliente;
  2. Mudança em favor da vantagem competitiva;
  3. Prazos curtos;
  4. Trabalho em conjunto;
  5. Ambientação e suporte;
  6. Falar na cara;
  7. Funcionalidade;
  8. Ambiente de sustentabilidade;
  9. Padrões altos de tecnologia e design;
  10. Simplicidade;
  11. Autonomia;
  12. Reflexões para otimizações.

Cultura ágil como apoio da gestão das empresas

A Cultura Ágil nos negócios é especialmente adotada por startups e fintechs, que nascem em um mercado veloz e que muda constantemente, principalmente quando se fala de transformação digital.

Nesse contexto, a agilidade pode ser um diferencial.

“Como a nossa empresa se comporta quando o indesejado e o inesperado acontece?”, indaga Fausto Vanin, co-founder da OnePercent.IO. Ele complementa:

“Um exemplo: o David Beckham aparece com a latinha do seu produto quando sai do restaurante. Quanto tempo você vai levar para fazer algo a respeito? Ou não vai fazer nada? Nesse caso, é algo inesperado mas que pode ser positivo para a marca. Ou, pode simplesmente virar meme nas redes sociais e você não surfar essa onda. Mas, dependendo da sua cultura, em duas semanas sai o ‘refri do David’ ou alguma coisa nessa onda.”

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Além disso, é fundamental para qualquer empresa estar preparada para as novas tecnologias e inovações que surgem cada vez mais frequentemente. Galho diz:

“Se a gente tiver nossos times engajados, todo mundo souber as estratégias e estiver atento para aquilo que está vindo, conseguiremos tomar decisões mais rápido. Conseguiremos entregar o produto ou serviço mais rápido. Conseguiremos levar aquilo para o nosso cliente de uma maneira diferente de antes”.

Em quais setores da empresa a metodologia pode ser aplicada?

Apesar de ter sido criada por desenvolvedores de software, a aplicabilidade da Cultura Ágil é vasta. Ela está presente em instituições dos mais variados segmentos — bem como, dentro delas, em diversos setores.

A metodologia é sobre agilidade, o que pode trazer benefícios em qualquer lugar. Afinal, a cultura depende de um grupo de pessoas para ser cultivada. No caso, seriam as equipes. Ana Cecília explica:

“Quando a gente fala de desenvolvimento de pessoas, a gente fala também de propiciar que pessoas de áreas diferentes trabalhem juntas. É entender que sucesso é algo diferente do que a gente pensa. Ter sucesso numa equipe não é sempre fazer tudo certo. Ter sucesso é conseguir se apoiar e pensar que, se não deu certo, o que a gente aprendeu, como vamos fazer diferente e o que vamos testar. E, para isso, a gente precisa desenvolver essa cultura, que precisa vir lá desde a base”.

Daniela Carrion, Community Manager do Tecnopuc, relata que isso é especialmente importante quando se trata do empreendedorismo:

“Aprender com diversas áreas, como elas trabalham, e trazer essa inspiração para dentro dos nossos times é algo que o ecossistema de inovação nos proporciona.  É interagir com empresas que têm focos diferentes, que são de mercados e atuações diferentes, e dali se inspirar para o nosso modelo de trabalho e, também, conectá-las para que elas também se inspirem, trabalhem juntas e se toquem”.

Benefícios para a empresa ao adotar a Cultura Ágil

Ao longo do artigo, já mencionamos uma série de benefícios experienciados por empresas ao implementar a Cultura Ágil. Ainda assim, elencamos aqui alguns pontos de destaque:

  • Maior autonomia: ao definir metas, os trabalhadores decidem como organizarão suas pautas e resolverão os problemas em questão, sem necessitar de aprovação dos gestores do alto escalão para tomar decisões e seguir em frente;
  • Maior engajamento: devido a autonomia, há um maior envolvimento da equipe nos projetos em comparação com as culturas organizacionais tradicionais, fundamentadas na hierarquia e no controle;
  • Compartilhamento de visão e valores: a Cultura Ágil encoraja os colaboradores a se colocarem no lugar dos clientes, enquanto líderes ágeis abandonam o microgerenciamento para adotar uma postura confiável e motivadora;
  • Maior satisfação do cliente: entregas rápidas e otimizações constantes, características da Cultura Ágil, levam à conquista dos clientes;
  • Incentivo à comunicação horizontal: diferentemente das organizações tradicionais, nas quais a gestão define os processos, na Cultura Ágil as equipes atuam de forma colaborativa e tomam decisões em níveis inferiores da empresa, o que promove a troca de conhecimento e torna a resolução de problemas mais eficiente;
  • Estímulo ao feedback: a empresa estimula a reflexão nos times sobre a forma como trabalham e como tornar processos mais eficientes, o que também impulsiona a troca de feedbacks entre os colegas.

Desafios da Cultura Ágil nas empresas

Nem toda empresa está adaptada a uma rotina rápida. 

Quem atua na área da Tecnologia ou Inovação pode estranhar esse fato, mas é verdade. Certos processos são burocráticos ou, simplesmente, demorados — ao realizar uma cirurgia neurológica, a prioridade provavelmente é a precisão, e não agilidade… certo?

Ainda assim, isso não quer dizer que a equipe médica não possa tornar o processo mais eficiente com uma Cultura Ágil. Seja com uma tecnologia de ponta que facilita a visualização da área tratada ou apenas com o reposicionamento de um enfermeiro ou enfermeira para evitar movimentações desnecessárias pelo cirurgião, é isso que essa abordagem propõe.

É claro que, como tudo na vida, é um processo evolutivo. Cada empresa tem suas peculiaridades e, consequentemente, desafios únicos que irá enfrentar ao adotar a Cultura Ágil. Assim, é preciso resolver um problema de cada vez. 

Ler este artigo, por exemplo, é o primeiro passo para a mudança — você está se informando sobre o assunto. A partir disso, poderá decidir os próximos passos.

Talvez esteja aí o maior desafio. Essa abordagem não é algo que se venda facilmente. Na maior parte das vezes, as pessoas ficam mais confortáveis com planos de longo prazo ou com soluções de curto prazo.

A abordagem evolutiva está no meio do caminho: quando se resolve um problema, não se sabe qual será o próximo. Quando um gargalo é resolvido, não se sabe onde vai surgir ouro. O fato é que planos muito longos e detalhados tendem a gerar revisões constantes. 

Criar e nutrir a Cultura Ágil é um processo lento que exige uma visão clara do objetivo, que será atingido uma etapa de cada vez.

A agilidade é um meio, não um fim — a intenção aqui é resolver problemas, e não estabelecer a metodologia em si. Assim, o maior desafio de uma empresa que decide embarcar na jornada é a reorganização em torno das questões que devem ser solucionadas e, a partir daí, manter a postura de evolução constante.

“Entender o que a gente faz ou o que pode melhorar vem da junção de todo mundo que está ali participando. É desses olhares. Tem uma frase que é importante relembrar: ‘a gente fez tudo que a gente podia fazer com as informações que tínhamos até o momento, as ferramentas que estavam disponíveis até agora, com o que a gente sabia até agora’. É lançar o ‘fiz o que deu’. Daqui, a gente melhora”, aconselha o diretor de Tecnologia da uMov.me, Daniel Wildt.

Wildt, Ana Cecília Nunes, Daniela Carrion, Fausto Vanin e Ricardo Galho se reuniram para falar sobre as definições, desafios e soluções da Cultura Ágil e como ela apoia a gestão das empresas no evento presencial “Short move — cultura ágil apoiando negócios”.

Promovido pela uMov.me Arena, Sindilojas Porto Alegre e Co.nectar Hub, o encontro contou com o apoio de ADVB/RS, FAMECOS/PUCRS, Tecnopuc e uMov.me.

Soluções para aplicar a cultura ágil de maneira mais assertiva no negócio

A Cultura Ágil envolve uma série de metodologias — você já deve ter ouvido falar de Scrum, Lean, Kanban e Smart, por exemplo. Mas, quando se fala de agilidade nos negócios, a principal aliada é a tecnologia.

Nesse contexto, a automação de processos é fundamental. Converter atividades manuais e repetitivas em processos automáticos são as formas mais inteligentes de se usar a tecnologia a favor de um negócio.

Adotar qualquer nova tecnologia — como um simples aplicativo, por exemplo —  capaz de otimizar fluxos de trabalho, melhorando a performance dos colaboradores, já é um avanço e um importante passo para a implementação da Cultura Ágil.

Se está difícil de encontrar o aplicativo ideal para o seu negócio com operação em campo, uma alternativa é procurar uma plataforma de desenvolvimento e criar sua própria solução. Claro que, com tantas opções no mercado, a escolha não é tão fácil.

A plataforma uMov.me é uma opção! Como empresa, nosso propósito é facilitar o processo para empresas se tornarem melhores em seus respectivos nichos de mercado por meio da tecnologia.

Para isso, criamos uma plataforma no-code, ou seja, que não necessita de programação para que cada negócio idealize o aplicativo ideal com base em suas necessidades. Ah, e damos total suporte técnico nessa jornada!

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