Tipos de frete no Brasil: quais são, como funcionam e como escolher o ideal para sua operação

Capa de blog ilustrativa sobre tipos de frete

Navegue pelo conteúdo

De CIF e FOB a frete dedicado e fracionado: um guia para gerentes de logística entenderem o que cada modalidade implica na operação e tomarem decisões mais seguras na contratação do frete.

Tipos de frete são as modalidades que definem como o transporte de cargas é contratado, precificado e operacionalizado entre embarcadores e transportadoras. Escolher a modalidade errada pode comprometer prazos, elevar custos e reduzir a visibilidade sobre a entrega. Este artigo organiza as principais modalidades praticadas no Brasil e orienta gerentes de logística a tomar decisões mais fundamentadas.

Quem gestiona operações logísticas no Brasil costuma lidar com um cenário fragmentado: contratos com múltiplas transportadoras, modalidades diferentes por região ou tipo de carga, e pressão constante para reduzir custo sem comprometer o nível de serviço. Nesse contexto, a escolha do tipo de frete raramente é uma decisão simples. Ela envolve variáveis que vão muito além do preço por quilograma ou por quilômetro rodado.

O problema começa quando a escolha é feita com foco exclusivo no custo imediato. Uma carga fracionada pode parecer mais barata por kg, mas se o prazo de entrega for incompatível com o SLA acordado com o cliente, o custo real da operação sobe. O mesmo vale para escolher frete lotação quando o volume não preenche o veículo, ou para contratar frete por valor declarado sem considerar o GRIS embutido na tarifa.

Cada modalidade de frete tem implicações diretas na gestão de entregas: afeta rastreamento, previsibilidade de prazo, risco de avaria, comprovação da execução e relacionamento com o cliente final. Este guia organiza os principais tipos de frete praticados no Brasil em três grupos lógicos: por responsabilidade, por consolidação de carga e por critério de cálculo. O objetivo é dar ao gestor de logística uma visão comparativa e aplicável, não um glossário de termos.

O que são os tipos de frete e por que a escolha importa para a operação

A expressão “tipo de frete” cobre, na prática, conceitos distintos que frequentemente se sobrepõem nas negociações com transportadoras. Às vezes, refere-se à responsabilidade pelo pagamento do frete. Outras vezes, ao modelo de consolidação da carga. Em outros casos, ao critério que determina o valor cobrado. Entender essa distinção é o primeiro passo para tomar decisões mais consistentes.

O que une todos esses conceitos é o impacto operacional. O tipo de frete contratado define quem responde pelo custo e pelo risco durante o transporte, como a carga é movimentada até o destino, em quanto tempo ela chega e com que nível de visibilidade o gestor consegue acompanhar a entrega. Uma operação bem estruturada considera todos esses eixos antes de assinar um contrato com a transportadora.

Há também um ponto frequentemente subestimado: o tipo de frete influencia diretamente o que acontece depois que o veículo sai do centro de distribuição. Operações que usam frete fracionado com múltiplos transbordos têm rastreamento naturalmente mais complexo do que operações com veículo exclusivo. Isso afeta a capacidade do gestor de responder ao cliente quando surge uma ocorrência, e dificulta a comprovação da entrega caso haja contestação. A modalidade escolhida, portanto, não é apenas uma decisão comercial: é uma decisão que molda toda a gestão de controle de entregas.

CIF e FOB: o ponto de partida para entender responsabilidade no frete

Antes de entrar nas modalidades de consolidação e cálculo, é necessário entender uma distinção anterior: quem paga pelo frete e quem assume o risco durante o transporte. É isso que definem as condições CIF e FOB, os dois regimes mais usados no Brasil para estabelecer responsabilidade nas operações de transporte de carga.

No frete CIF (Cost, Insurance and Freight), o vendedor ou remetente é responsável pelo custo do frete e do seguro até o destino. Para o comprador, a operação parece mais simples: a mercadoria chega sem que ele precise contratar e coordenar o transporte. Por outro lado, ele abre mão do controle sobre a transportadora escolhida, os prazos negociados e os custos reais do frete embutidos no preço do produto.

No frete FOB (Free on Board), o comprador ou destinatário assume a responsabilidade pelo frete a partir do momento em que a carga é embarcada. Isso exige mais estrutura operacional da parte do comprador, mas oferece algo valioso: controle sobre a escolha da transportadora, sobre a negociação de tarifas e sobre o nível de serviço contratado. Para grandes embarcadores com volume relevante, o FOB costuma gerar redução de custos logísticos e maior visibilidade sobre a operação.

O impacto no seguro de carga também é direto. No CIF, o vendedor contrata o seguro e o custo é repassado, explícita ou implicitamente, ao comprador. No FOB, o comprador decide se e como segurar a carga. Esse detalhe costuma aparecer de forma inesperada em casos de sinistro, quando as coberturas não estavam claras para quem assumiu o risco.

Para um aprofundamento completo sobre quando cada regime é mais vantajoso para cada lado da negociação, consulte o artigo Frete CIF e FOB: qual escolher para a sua operação.

Frete fracionado: quando a carga não ocupa o veículo todo

O frete fracionado, também chamado de LTL (Less than Truck Load), é a modalidade mais comum para empresas que não têm volume suficiente para preencher um veículo inteiro. Nesse modelo, a carga de diferentes embarcadores é consolidada em um único veículo pela transportadora, que distribui o custo do frete proporcionalmente entre os clientes.

Para o gestor de logística, isso tem implicações práticas importantes. A primeira é o prazo: como a transportadora precisa consolidar cargas de múltiplos embarcadores antes de fazer a rota, o tempo de coleta e entrega tende a ser maior. A segunda é o rastreamento: a carga pode passar por um ou mais terminais de transbordo antes de chegar ao destino, o que torna o acompanhamento individual mais complexo e dependente dos sistemas da transportadora.

Há também o risco de avaria. No frete fracionado, a carga é manuseada mais vezes: no embarque, nos transbordos e no desembarque. Para cargas sensíveis, frágeis ou de alto valor, esse manuseio adicional representa um risco operacional que precisa ser considerado ao escolher a modalidade.

O frete fracionado faz sentido quando o volume de envio é baixo ou irregular, quando o custo de ocupar um veículo inteiro não se justifica e quando o prazo de entrega é flexível o suficiente para absorver a consolidação. Quando o SLA com o cliente exige mais previsibilidade de prazo ou quando a carga tem características especiais, outras modalidades precisam ser avaliadas.

Frete lotação (FTL): carga exclusiva, mais controle, custo diferente

O frete de carga lotação, ou FTL (Full Truck Load), é o oposto direto do fracionado: o veículo é contratado exclusivamente para uma carga, de um único embarcador, em uma única rota. Não há consolidação, não há transbordo e não há compartilhamento de espaço com outros clientes.

Para o gestor de logística, essa exclusividade muda bastante o dia a dia da operação. O rastreamento é mais simples porque a carga fica no mesmo veículo do início ao fim da rota. A previsibilidade de prazo aumenta porque o motorista não precisa passar por terminais de consolidação. O risco de avaria por manuseio é menor porque a carga é movimentada menos vezes. E o comprovante de entrega é gerado em uma única parada, o que facilita a comprovação da execução.

O custo, por outro lado, é mais alto do que no frete fracionado. O embarcador está pagando pela capacidade total do veículo, independentemente de quanto dele está sendo usado. Isso significa que o FTL se justifica quando o volume de carga é compatível com a capacidade do veículo, quando o prazo é crítico, quando a carga exige manuseio mínimo ou quando a segurança da mercadoria não permite consolidação com outras cargas.

Setores como o de alimentos refrigerados, insumos industriais, materiais de construção em grande volume e bens de consumo com alta rotatividade são exemplos onde o FTL é padrão de mercado, não exceção. A relação custo-benefício nessas operações favorece a exclusividade do veículo em vez da economia aparente do frete compartilhado.

Frete dedicado: exclusividade contínua para operações de alto volume

O frete dedicado é frequentemente confundido com o frete lotação, mas há uma diferença estrutural entre os dois. No FTL, a exclusividade do veículo vale para uma viagem específica. No frete dedicado, a exclusividade é contínua: a transportadora reserva um ou mais veículos, e em alguns casos também o motorista, para atender exclusivamente a operação do embarcador por um período determinado em contrato.

Essa continuidade muda o perfil da relação com a transportadora. O embarcador tem previsibilidade de capacidade, pode padronizar o atendimento ao cliente final, tem mais controle sobre os processos de coleta e entrega e pode exigir protocolos específicos de operação. Em contrapartida, assume um compromisso de volume mínimo para justificar o custo fixo da reserva de capacidade.

Do ponto de vista da gestão de entregas, o modelo dedicado oferece vantagens relevantes. O rastreamento da frota é mais direto porque os veículos são dedicados à operação. O histórico de desempenho por rota e por motorista é mais fácil de construir. E a padronização do processo de entrega, incluindo coleta de assinatura, registro de ocorrências e comprovação de entrega, pode ser implementada de forma mais consistente do que em operações com transportadoras spot.

O frete dedicado é mais adequado para empresas com volume regular e elevado de entregas, cobertura geográfica definida e exigência de nível de serviço alto com o cliente final. Ele não é a solução mais eficiente para operações sazonais ou com volume imprevisível, pois o custo fixo do veículo reservado permanece mesmo em períodos de baixa demanda.

Critérios de cálculo do frete: tonelagem, cubagem, distância e valor declarado

Além das modalidades por consolidação e responsabilidade, o valor cobrado pelo frete é determinado por critérios de cálculo que variam conforme a transportadora, o tipo de carga e a rota. Conhecer esses critérios é fundamental para comparar cotações com consistência e evitar surpresas no faturamento.

Frete por tonelagem

O frete por tonelagem usa o peso real da carga como base de cálculo. É o critério mais direto e amplamente utilizado para cargas densas, como materiais de construção, alimentos não processados, grãos e metais. O ponto de atenção para o embarcador é que o valor por tonelada pode variar conforme faixas de peso definidas pela transportadora, o que torna importante calcular o custo total antes de fechar a negociação, não apenas a tarifa unitária.

Frete por cubagem (peso volumétrico)

O frete por cubagem aplica-se quando a carga é leve em peso, mas ocupa muito espaço no veículo. Nesses casos, a transportadora calcula o peso volumétrico da carga a partir das dimensões do volume (comprimento x largura x altura divididos por um fator de cubagem definido pela empresa) e cobra com base no maior valor entre o peso real e o peso cubado.

Isso é especialmente relevante para cargas como eletrônicos em embalagens grandes, produtos plásticos, colchões, embalagens vazias e qualquer mercadoria que ocupe muito espaço em relação ao seu peso. Um embarcador que não considera o peso cubado ao cotar o frete pode ser surpreendido com uma cobrança significativamente maior do que o esperado. Para ver o cálculo detalhado com exemplos, acesse o artigo sobre como calcular o valor do frete.

Frete por distância

No frete por distância, a tarifa é calculada com base na extensão da rota, por quilômetro rodado ou por faixa regional (local, estadual, interestadual). Esse modelo é comum em operações de distribuição urbana e em contratos com transportadoras que cobrem regiões específicas. Para o planejamento de rotas, entender as faixas tarifárias por distância ajuda a otimizar a roteirização e a concentrar entregas por região para reduzir o custo médio por ponto.

Frete por valor declarado e o GRIS

O frete por valor declarado é calculado como um percentual sobre o valor da mercadoria informado na nota fiscal. Está diretamente ligado ao GRIS, a Taxa de Gerenciamento de Risco cobrada pelas transportadoras para cobrir custos com seguro e segurança no transporte de cargas de alto valor. Quanto maior o valor declarado da carga, maior o GRIS embutido na tarifa.

O erro mais comum nessa modalidade é não considerar o GRIS no custo total do frete durante a negociação. Em cargas de valor elevado, essa taxa pode representar uma parcela relevante da tarifa final. Para entender melhor como o GRIS funciona e como ele se calcula, consulte o artigo sobre GRIS: taxa de gerenciamento de risco.

Como comparar e escolher o tipo de frete para a sua operação

A escolha do tipo de frete raramente tem uma resposta única. O que determina a modalidade mais adequada é a combinação de critérios operacionais que variam por empresa, por produto e por rota. A seguir, os principais eixos de avaliação que um gerente de logística precisa considerar antes de fechar um contrato com uma transportadora.

CritérioFracionado (LTL)Lotação (FTL)Dedicado
Volume de cargaBaixo ou irregularAlto por viagemAlto e contínuo
Previsibilidade de prazoMenorAltaAlta
Custo relativoMenor por kgMaior por viagemCusto fixo mensal
RastreamentoMais complexoDiretoDireto e contínuo
Risco de avariaMaior (mais manuseio)MenorMenor
FlexibilidadeAltaMédiaBaixa
Padronização do atendimentoDifícilMédiaAlta

A tabela acima ajuda a visualizar as diferenças entre as três principais modalidades de consolidação, mas a decisão real exige ir além da comparação direta. Volume e frequência de entrega definem se a operação consegue preencher veículos com consistência. O tipo de carga, considerando fragilidade, temperatura, valor e regulamentações específicas, pode eliminar algumas modalidades antes mesmo de chegar à análise de custo. O nível de serviço exigido pelo cliente final é um dos critérios mais decisivos: se o SLA prevê entrega em 24 horas, o frete fracionado com transbordo pode não ser viável independentemente do custo.

A cobertura geográfica também pesa: transportadoras que operam bem em regiões específicas podem não ter capilaridade em outras. E a necessidade de rastreamento em tempo real é um fator que a modalidade de frete influencia, mas não resolve sozinha, o que será abordado na seção seguinte.

Erros comuns na escolha do tipo de frete e o que eles custam na operação

A maioria dos erros na escolha do tipo de frete segue um padrão: a decisão é tomada com base em uma variável isolada, geralmente o custo, sem considerar o impacto no conjunto da operação. Esses são os casos mais frequentes e as consequências que eles geram.

Escolher pelo menor preço por kg sem considerar prazo e avarias. O frete fracionado costuma ter tarifa menor por quilograma do que o FTL. Mas se a carga é frágil e passa por três transbordos antes de chegar ao destino, o custo das avarias e das devoluções pode superar com folga a economia obtida na tarifa. O custo total da modalidade inclui retrabalho, ressarcimento ao cliente e impacto na reputação da operação.

Não alinhar o tipo de frete com o SLA acordado com o cliente. Um contrato de SLA que prevê entrega em 48 horas para uma rota interestadual pode ser incompatível com o frete fracionado, que depende de janelas de consolidação antes de iniciar a rota. Quando esse desalinhamento não é identificado antes de fechar o contrato, a operação passa a gerar ocorrências de atraso de forma sistemática, com impacto direto na satisfação e na fidelização do cliente.

Ignorar o GRIS no custo total do frete por valor declarado. Embarcadores que negociam apenas o valor da tarifa básica e deixam de considerar o GRIS sobre o valor da nota fiscal podem ter uma surpresa significativa no faturamento mensal. Em cargas de alto valor, essa taxa pode representar uma parcela relevante do custo final, especialmente quando multiplicada pelo volume mensal de entregas.

Usar frete fracionado em cargas sensíveis sem seguro adequado. Cargas que exigem manuseio especial, temperatura controlada ou acondicionamento específico não são compatíveis com o modelo de consolidação padrão do frete fracionado. Quando isso ocorre sem que o seguro de carga cubra avarias por manuseio inadequado, o embarcador arca com o prejuízo integral. A escolha da modalidade e a contratação do seguro precisam ser decisões complementares, não independentes.

Não ter visibilidade sobre a entrega porque o modelo de frete parece simples. Operações de frete dedicado costumam gerar uma sensação de controle que nem sempre corresponde à realidade. Ter um veículo exclusivo não significa ter visibilidade sobre o que acontece em campo: sem ferramentas de rastreamento e registro de ocorrências, o gestor ainda fica sem informação objetiva sobre o que aconteceu em cada ponto de entrega. Essa ausência de evidências cria lacunas significativas em caso de contestação de entrega ou de auditoria de SLA.

Gestão de entregas na prática: o que muda para o gestor depois que o frete é escolhido

A escolha do tipo de frete define as condições contratuais da operação. Mas o trabalho do gestor de logística começa de verdade depois que o veículo sai do centro de distribuição. É nesse momento que a modalidade escolhida encontra a realidade da execução: trânsito, ausência de destinatário, endereço incorreto, janela de recebimento fechada, carga recusada. Nenhum tipo de frete, por si só, resolve esses problemas.

O que diferencia uma operação logística madura de uma operação reativa é a capacidade de monitorar cada entrega em tempo real, independentemente da modalidade contratada. Isso significa saber, em qualquer momento, onde está cada carga, qual é o status de cada parada na rota e se há ocorrências abertas que precisam de tratativa imediata. Sem essa visibilidade, o gestor só toma conhecimento dos problemas depois que o cliente reclama, o que reduz o tempo disponível para reverter a situação.

O rastreamento de carga em tempo real é um dos pilares dessa visibilidade, mas não é o único. O comprovante de entrega digital, o canhoto eletrônico, é outro elemento central. Em operações sem digitalização, a prova de que a entrega foi realizada depende de um documento físico que pode ser perdido, danificado ou contestado. Com o canhoto digital, a assinatura do recebedor, a geolocalização da entrega e o horário exato ficam registrados e acessíveis ao gestor em tempo real.

O controle de SLA por rota e por motorista também precisa de estrutura própria. Uma operação que usa frete fracionado com dez transportadoras diferentes precisa consolidar o desempenho de cada uma para identificar gargalos recorrentes e renegociar contratos com dados concretos. Já uma operação com frota dedicada precisa monitorar o desempenho individual de cada motorista para garantir que o padrão de atendimento acordado está sendo seguido. Em ambos os casos, a ferramenta de gestão de entregas é o que transforma dados dispersos em indicadores de desempenho acionáveis. Para aprofundar essa visão, consulte o conteúdo sobre roteirização de entregas.

Como a uMov.me apoia a gestão de entregas em qualquer tipo de frete

O desafio central de qualquer operação logística não é apenas escolher a modalidade de frete mais adequada. É garantir que, depois que o veículo sai, o gestor consiga ver o que acontece em cada ponto da rota, registrar evidências da execução e agir quando algo foge do planejado. Esse desafio existe no frete fracionado, no lotação, no dedicado e em qualquer combinação entre eles.

A uMov.me oferece uma plataforma de gestão de operações logísticas que funciona independentemente da modalidade de frete contratada. Com ela, o gestor consegue rastrear entregas em tempo real, coletar canhotos digitais com assinatura e geolocalização, registrar ocorrências em campo com foto e carimbo de data e hora, e monitorar o SLA por rota, por motorista e por cliente.

Na Transportadora Plimor, a digitalização das operações de entrega com a uMov.me permitiu eliminar processos manuais de comprovação e ganhar visibilidade sobre a execução em campo, reduzindo o tempo de resposta a ocorrências. O Grupo Panvel e a Alfa Transportes são outros exemplos de operações que digitalizaram a gestão de entregas com apoio da plataforma, em contextos com perfis de frete e volume distintos.

O ponto central é este: a escolha do tipo de frete determina as condições do transporte. A plataforma de gestão determina o que o gestor consegue ver, registrar e provar sobre a execução. As duas decisões precisam andar juntas para que a operação seja, de fato, previsível e controlável. Saiba mais sobre como a uMov.me apoia a logística de distribuição e o controle de entregas com tecnologia aplicada à execução em campo.

Perguntas frequentes sobre tipos de frete

Qual a diferença entre frete fracionado e frete lotação?

No frete fracionado (LTL), a carga de diferentes embarcadores ocupa o mesmo veículo, com custo dividido proporcionalmente. No frete lotação (FTL), o veículo é exclusivo para uma única carga, de um único embarcador. Para o gestor de logística, a diferença prática é significativa: o fracionado tende a ter prazos maiores por causa da consolidação e dos transbordos, além de rastreamento mais complexo. O lotação oferece mais previsibilidade de prazo e controle sobre a entrega, mas com custo por viagem mais alto. O fracionado faz sentido quando o volume é baixo ou irregular; o lotação se justifica quando o volume é compatível com a capacidade do veículo e o prazo é crítico.

Quando usar frete CIF ou FOB?

No frete CIF, o vendedor ou remetente paga pelo frete e pelo seguro até o destino. No FOB, essa responsabilidade passa para o comprador ou destinatário. O CIF pode ser uma vantagem comercial para o vendedor, mas reduz o controle do comprador sobre a transportadora escolhida, os prazos e os custos reais embutidos na negociação. O FOB exige mais estrutura operacional do comprador, mas permite negociar diretamente com transportadoras, controlar tarifas e definir o nível de serviço. Para operações com volume relevante, o FOB costuma resultar em maior eficiência logística e custo mais transparente. Para um aprofundamento completo, consulte o artigo Frete CIF e FOB: qual escolher.

O que é frete por cubagem e como ele é calculado?

O frete por cubagem usa o peso volumétrico da carga como base de cálculo, em vez do peso real. A transportadora calcula o peso cubado multiplicando as dimensões do volume (comprimento x largura x altura) e dividindo pelo fator de cubagem definido internamente, geralmente entre 250 e 300 kg/m³. A cobrança é feita com base no maior valor entre o peso real e o peso cubado. Isso é especialmente relevante para cargas leves e volumosas, como eletrônicos em embalagens grandes, plásticos e embalagens vazias. Um embarcador que não considera a cubagem ao cotar o frete pode receber uma cobrança muito superior ao esperado. Veja o cálculo detalhado no artigo sobre como calcular o valor do frete.

Frete dedicado é o mesmo que ter frota própria?

Não. O frete dedicado é um serviço contratado junto a uma transportadora, na qual a empresa reserva um ou mais veículos e, em muitos casos, também o motorista, exclusivamente para atender a operação do embarcador de forma contínua. O veículo e o motorista pertencem à transportadora, não ao embarcador. Já a frota própria implica que a empresa possui e opera os veículos diretamente, com toda a responsabilidade de manutenção, gestão de motoristas e conformidade regulatória. O frete dedicado oferece exclusividade operacional sem o ônus da propriedade dos ativos, o que é uma vantagem relevante para operações que precisam de capacidade reservada sem querer internalizar a gestão de frotas.

Como o tipo de frete impacta o prazo de entrega?

O tipo de frete é um dos fatores que influencia o prazo, mas não o único. O frete fracionado tende a ter prazos maiores porque depende de janelas de consolidação de carga e pode incluir transbordos antes de chegar ao destino. O frete lotação e o dedicado permitem maior previsibilidade porque o veículo segue direto para o destino sem compartilhar rota com outras cargas. Além da modalidade, o prazo real é afetado pela cobertura geográfica da transportadora, pelo volume de paradas na rota, pela roteirização e pela eficiência operacional na coleta e entrega. Escolher a modalidade certa é o ponto de partida, mas monitorar a execução da rota é o que garante que o prazo acordado seja cumprido.

É possível rastrear a carga em qualquer tipo de frete?

Sim, mas com graus diferentes de complexidade. No frete dedicado e no lotação, o rastreamento é mais direto porque a carga permanece no mesmo veículo do início ao fim da rota. No frete fracionado, a carga pode trocar de veículo em transbordos, o que exige integração com os sistemas da transportadora ou uso de ferramentas específicas de rastreamento. Independentemente da modalidade contratada, plataformas de gestão de entregas permitem acompanhar o status de cada ponto de entrega em tempo real, coletar comprovantes digitais e registrar ocorrências com geolocalização, o que garante visibilidade sobre a execução mesmo em operações com múltiplas transportadoras.

O que é GRIS e qual a relação com o frete por valor declarado?

O GRIS (Gerenciamento de Risco) é uma taxa cobrada pelas transportadoras com base no valor declarado da carga na nota fiscal. Ele existe para cobrir custos com seguro, escolta e gerenciamento de segurança no transporte de mercadorias de alto valor. No frete por valor declarado, o GRIS é calculado como um percentual sobre o valor da carga e compõe o custo total do frete junto à tarifa básica. Cargas de maior valor sempre incluem GRIS, e ignorar essa taxa na negociação pode gerar custos não previstos no orçamento logístico. Para entender como o GRIS é calculado e como ele impacta o custo total da operação, acesse o artigo sobre GRIS: taxa de gerenciamento de risco.

Considerações finais: tipo de frete certo, operação mais previsível

A escolha do tipo de frete é uma decisão operacional com consequências que vão além da linha de custo do orçamento logístico. Ela define quem assume o risco durante o transporte, como a carga chega ao destino, em quanto tempo e com que nível de controle o gestor consegue acompanhar a execução.

Os critérios que guiam essa escolha são claros: volume e frequência das entregas, perfil e sensibilidade da carga, exigência de SLA do cliente final, cobertura geográfica necessária e necessidade de rastreamento individualizado. Nenhum desses critérios, isolado, é suficiente. A modalidade mais adequada é aquela que equilibra todos eles dentro das restrições reais da operação.

Mas a escolha da modalidade de frete é apenas metade do problema. A outra metade está na execução: no que acontece depois que o veículo sai do depósito, em como o gestor monitora cada ponto de entrega, em como os comprovantes são coletados e como as ocorrências são registradas e tratadas. Uma operação que contrata bem o frete mas não tem visibilidade sobre a execução não consegue garantir SLA, não produz evidências confiáveis e não melhora com o tempo porque não tem dados para analisar.

Conheça como a uMov.me ajuda operações logísticas a rastrear entregas, digitalizar canhotos, monitorar SLA e registrar evidências de execução em qualquer modalidade de frete. Acesse umov.me e veja como a plataforma se aplica à realidade da sua operação.

Cada empresa é única e cada solução também deve ser

Agilidade, personalização e resultados. Tudo isso com uma plataforma completa, feita para o seu negócio. Agende sua demonstração gratuita!