Quando a comprovação da entrega vira conflito com o cliente: glosas, retrabalho e perda de confiança

Quando a comprovação da entrega vira conflito com o cliente: glosas, retrabalho e perda de confiança

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Quando a prova de entrega falha, a discussão deixa de ser “logística” e vira financeiro, cobrança e relacionamento.

Na teoria, entrega concluída é pedido finalizado, nota conciliada e faturamento caminhando. Na prática, a entrega só “vira receita” quando a comprovação estiver válida, completa e aceita pelo cliente.

É aqui que nasce o conflito: a mercadoria chegou, mas o canhoto veio ilegível, sem assinatura, fora do padrão do contrato, com foto ruim, com data inconsistente, ou simplesmente não veio. O cliente não dá aceite. O financeiro do cliente segura o pagamento. Sua equipe corre atrás de evidências. E o que era para ser fluxo vira disputa.

O problema não é só operacional. É gerencial. Porque, quando o comprovante falha, a empresa perde previsibilidade e abre espaço para glosas, reenvios e ruído entre logística, comercial, faturamento e cobrança.

Glosa não é “detalhe”, é regra de negócio sendo aplicada

Glosa, no contexto de comprovação de entrega, é o bloqueio parcial ou total do faturamento por inconsistência na documentação exigida. E isso costuma acontecer por três motivos bem objetivos:

  1. Padrão de evidência não atendido: assinatura ausente, carimbo faltando, foto sem legibilidade, documento errado (ou incompleto) para aquela operação.
  2. Dados não batem: nome do recebedor diferente, data divergente, número de NF incorreto, divergência de volumes, ocorrência não registrada.
  3. SLA e contrato: mesmo com entrega feita, se o SLA estourou e isso exige comprovação e justificativa formal, a discussão vira contratual.

Resultado: o cliente não está “complicando”. Ele está protegendo o próprio processo de auditoria e compliance. E, se sua operação não consegue responder com evidência confiável e rápida, a conversa tende a escalar.

O custo real do conflito é o tempo que ele “rouba” do caixa

Quando a comprovação vira disputa, você perde duas coisas ao mesmo tempo: tempo de recebimento e confiança.

1) DSO na prática: dias a mais de dinheiro parado

Cada disputa empurra o pagamento para frente. E o efeito acumulado aparece no DSO, porque não é “uma entrega com problema”, é a repetição do padrão.

O contexto global ajuda a entender o tamanho do risco: em pesquisas recentes da Atradius, uma parcela muito relevante das faturas B2B fica em atraso (overdue), e ainda há impacto direto de inadimplência (bad debts). Em 2025, por exemplo, a Atradius reportou 47% das faturas B2B em atraso na Europa Ocidental e bad debts em média de 6%, além de 44% de crédito B2B impactado por atrasos na Ásia. (Atradius)
Não é um dado “de logística”, é um dado de risco e caixa. E qualquer fricção documental aumenta a chance de entrar nessa estatística.

2) O retrabalho vira “taxa invisível” por entrega

Disputa documental vira exceção. E exceção custa caro.

Benchmarks de contas a pagar mostram como exceções pesam: relatórios de mercado apontam taxas relevantes de faturas com exceção e custos maiores de processamento quando há falhas e retrabalho (com ganhos expressivos quando o fluxo é bem automatizado e padronizado). (Atradius)

Mesmo sendo um recorte de AP, o mecanismo é o mesmo no “ciclo do canhoto”: quando a prova falha, entra fila, vira reprocesso, e o custo operacional explode.

3) Tempo de resolução importa (muito)

E aqui vem um ponto de gestão: não é só “resolver”, é resolver rápido. Benchmarks citados pela APQC indicam que organizações de alta performance conseguem resolver disputas em três dias ou menos.

Quando sua operação leva semanas para localizar evidência, pedir reenvio, reconciliar NF, falar com o cliente e corrigir inconsistência, você está, na prática, financiando o atraso.

Onde o processo quebra e por que isso vira conflito interno também

Quando o canhoto é frágil, a empresa cria um jogo de empurra:

  • Logística diz que entregou.
  • Comercial cobra que “fature logo”.
  • Faturamento depende da evidência.
  • Cobrança entra quando já virou atraso.
  • E o cliente, do outro lado, só vê inconsistência.

Isso desgasta a relação e aumenta a temperatura da conversa. E, pior, cria uma cultura de gestão reativa: agir só quando o problema já virou glosa.

A virada acontece quando a empresa trata comprovação de entrega como processo de decisão em tempo de execução: validar no momento em que a entrega acontece, com padrão e regra clara, para não depender do “depois”.

guia estratégico: gargalo invisível da comprovação de entrega

Como IA reduz glosas e evita a conversa virar disputa

A Inteligência Artificial deve resolver problemas exatamente onde o erro nasce: na captura, na validação e no acompanhamento.

Aqui entram duas frentes muito práticas, alinhadas ao que vocês já estruturaram como uMov.me AI:

Validação do canhoto no ato, antes de virar pendência

Nossos agentes de IA validam fotos e extraem dados via OCR, verificando legibilidade, presença de assinatura e consistência dos comprovantes de entrega. Isso reduz a conferência manual e evita as contestações.

Gestão em tempo de execução com monitoramento ativo

Conflito com cliente, muitas vezes, começa com atraso, parada indevida, ou quebra de SLA sem justificativa registrada. Outros agentes que auxiliam a resolver esses problemas:

  • Monitor de SLA para acompanhar SLAs em tempo real, detectar risco e recomendar ações corretivas.
  • Agente de Monitoramento de Roteiros para comparar roteiro planejado vs rota real e alertar desvios relevantes.
  • Agente de Verificação de Pontualidade para cruzar horários planejados com registros de execução.
  • Agente de Reagendamento quando a execução falha, evitando buraco de atendimento.

Isso muda o papel da gestão: de “descobrir depois” para “agir enquanto acontece”. E, quando o cliente questiona, você não responde com narrativa. Você responde com evidência, contexto e rastreabilidade.

Considerações finais

Quando a comprovação da entrega falha, o problema não está no canhoto em si, mas no modelo de gestão que aceita descobrir erros tarde demais. Glosas, disputas e atrasos no recebimento são sintomas de uma operação que ainda reage, em vez de decidir enquanto a execução acontece.

Ao estruturar a comprovação de entrega como um processo inteligente, validado no ato, com regras claras e apoio de Inteligência Artificial, a empresa reduz conflitos, encurta o DSO e fortalece a relação com o cliente. A entrega deixa de ser apenas um evento operacional e passa a ser um ativo financeiro confiável.

No fim, não se trata apenas de receber mais rápido, mas de construir previsibilidade, confiança e escala. É esse movimento (da correção para a prevenção) que separa operações que convivem com conflitos daquelas que lideram com dados, evidências e decisões no tempo certo.

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