Torre de controle: quais os recursos necessários para a implantação?

Monitorar a frota em tempo real, aumentar a produtividade e garantir o sucesso de toda a operação logística – quem não quer? Com a torre de controle tudo isso é possível. Mas como? O que é preciso para adotar esse recurso?  uMov.me e eSales se juntaram à revista Mundo Logística em um webinário para trazer essas respostas! 

A torre de controle é um recurso estratégico para a gestão logística, uma central de integração que reúne informações relevantes para toda a operação. 

Com a sua implementação, é possível monitorar os veículos por meio da geolocalização e visualizar dados em tempo real, o que permite um acompanhamento completo e centralizado da frota.

Por isso, o termo é sinônimo de desejo para muitos gestores do segmento de transportes, mas ao mesmo tempo ainda traz diversas dúvidas sobre o que é necessário e como funciona a sua implantação.

Pensando nisso, a revista Mundo Logística, com o apoio da uMov.me e da eSales, promoveu um webinário para desmistificar a jornada completa dessa ferramenta: “Torre de Controle – Da implantação à gestão à vista”.

torre de controle O evento virtual aconteceu no dia 02 de outubro e contou com a presença de profissionais especializados do mercado: o CEO da uMov.me, Alexandre Trevisan; o Coordenador de Logística da Arezzo&CO, Ivan Carlos Gerhard Junior; o Gerente de Operação da Interlink Cargo, Leandro Tossi Rigelo; e o CRO da eSales, Voltér Trein.

Confira um pouco do que eles debateram!

A torre de controle na gestão da logística

A torre de controle é um recurso que nasceu para ajudar na tomada de decisões, no planejamento e no monitoramento ativo. O objetivo é maximizar os resultados e reduzir o custo.

Mas como ela funciona e quais os seus benefícios? É o que vamos descobrir na conversa com os painelistas.

A atuação da torre de controle

“A torre atua em três frentes: passado, presente e futuro. Ela começa pelo futuro: planejando o que vai vir. Então, ela cruza informações para indicar o caminho a ser seguido. Sem esse planejamento, é difícil se preparar para o que pode acontecer”, explica o Gerente de Operação da Interlink Cargo, Leandro Tossi Rigelo.

“Depois ela atua no presente, acompanhando em tempo real o que está acontecendo, conforme o que foi planejado. Já o passado é a consolidação de dados para transformá-los em informação.”

“Com esse conjunto, a operação é mais produtiva, mais rentável e faz o veículo e o embarcador gerarem mais.”

É a partir das informações cruzadas da torre de controle que as equipes conseguem ter maior agilidade no planejamento e na identificação de rotas, por exemplo. 

Além disso, o método inclui a geração de KPIs e métricas essenciais para a compreensão sobre o desempenho da empresa. 

Esses indicadores contribuem para o alinhamento de estratégias e para o alcance de melhores resultados.

Quer saber mais sobre as vantagens da torre de controle? Conheça 7 benefícios desse método para a sua empresa.

Tecnologia para os melhores resultados

“A tecnologia consegue, de maneira muito eficaz, atender o controle e a gestão dos processos olhando tanto para o B2B quanto para o B2C”, destaca o CRO da eSales, Voltér Trein. 

Para ele, embora os processos de controle analógico funcionem, há um determinado ponto em que esse já não é o método mais eficiente. 

“A evolução tecnológica que vimos nos últimos anos permitiu que pudéssemos sair do controle analógico, porque quando temos operações de maior escala, ele se torna inviável, ineficaz e custoso.”

Segundo o CRO, a tecnologia deve ser vista como uma grande aliada.

 “A tecnologia é cada vez mais escalável e cada vez mais barata para o consumidor. Não se valer de soluções como essa é um grande desperdício. Temos condições hoje de tomar decisões mais assertivas baseadas em informações reais e estamos em um caminho cada vez mais sólido de nos tornarmos preditivos.”

“A tecnologia nos ajuda a antecipar tendências para saber o que vai acontecer, e isso é muito importante. Eu posso acabar com um problema antes dele acontecer.”

Novas tecnologias para o futuro

Para o CEO da uMov.me, Alexandre Trevisan, a tecnologia avança de forma muito rápida e vem para ajudar.

“Temos o desafio de garantir uma representação absolutamente detalhada e efetiva. Se estivermos falando sobre monitoramento da frota e do processo como um todo, por exemplo, precisamos saber da disponibilidade de carga, qual a previsibilidade de chegada, como estão as próximas demandas, etc.”

“Então, precisamos ter todos os detalhes do que está acontecendo nas operações de campo para conseguir, de fato, ter uma representação efetiva no modelo digital.”

Segundo o CEO, a grande vantagem está em garantir que esse modelo não fique só dentro da companhia:

“Ele precisa passar a interagir com todos os outros atores para ter seus efeitos maximizados”.

Sabia que 81,6% de transportadoras brasileiras opera transportando carga seca? Veja esse e outros dados na pesquisa Espelho Logístico!

Arezzo&CO otimiza operações

Ivan Carlos Gerhard Junior, Coordenador de Logística da Arezzo&CO, complementou falando sobre a relevância estratégica de se optar pela torre de controle:

“Antigamente, tínhamos uma atuação de forma reativa. Esse é o pior cenário que se pode ter: identificar problemas através do cliente”.

“A Arezzo hoje é uma empresa de fast fashion, temos mais coleções do que meses no ano. Isso significa que, se houverem problemas com a entrega, iríamos saber disso com atraso e fazer o envio de um novo produto com mais atraso, sendo que a coleção já teria passado, então nem faria mais sentido.”

“Com uma torre de controle própria, conseguimos acompanhar tudo diariamente, antecipar problemas, atuar junto com as transportadoras, ter melhor visibilidade, entre outros benefícios.”

Por onde começar?

A implementação da torre de controle permite o monitoramento dos veículos por meio da geolocalização e a visualização dos dados em tempo real, possibilitando o acompanhamento da frota com uma visão completa e centralizada, além de outros benefícios.

Mas por onde começar a implementação?

Para Leandro Tossi Rigelo, a torre de controle tem três pilares: tecnologia, processos e pessoas.

“Se você tem tecnologia, mas não tem pessoas e não tem processos bem definidos, não funciona. Tudo precisa estar alinhado.”

“É preciso saber qual é o papel de cada um, o que tem que ser feito e como será feito. É necessário ter o engajamento das pessoas, tudo tem que estar claro para elas. Não falo somente das pessoas da torre, mas da empresa em si.”

A primeira coisa a ser feita é definir qual é o indicador a ser utilizado, como a meta de faturamento do negócio, por exemplo. A partir desse objetivo, define-se qual o plano para chegar na meta.

Saiba mais sobre os talkers do evento 

Desde a construção da primeira torre de controle aéreo no ano de 1920, em Londres, junto ao fim da primeira Guerra Mundial, até os dias atuais, o objetivo deste conceito permanece o mesmo: utilizar os recursos tecnológicos para potencializar as operações.

No webinário, os palestrantes explicaram como a torre de controle foi adaptada para a cadeia de abastecimento, com o propósito de aprimorar e centralizar o gerenciamento das operações inbound e outbound, além de buscar a maximização da eficiência em todas as etapas dos processos logísticos.

Alexandre Trevisan – CEO uMov.me

Empreendedor desde os 18 anos, apaixonado por inovação e pelo poder transformador da tecnologia na vida das pessoas. Graduado e pós-graduado em Ciências da Computação pela UFRGS. Sócio-fundador de empresas nos segmentos de tecnologia, varejo, distribuição e importação.

Em 2011 fundou a uMov.me, primeira plataforma no-code para criação de aplicativos para empresas, hoje com mais de 10k empresas atendidas, 30k aplicativos criados e 330k usuários ativos na plataforma. Em 2018 lançou a uMov.me Arena, rede de inovação social pensada para a era do conhecimento com o objetivo de articular a construção de conexões relevantes e o compartilhamento de conteúdo genuíno.

Ivan Carlos Gerhard Junior – Coordenador de Logística da Arezzo&CO

Com mais de 14 anos de experiência na indústria calçadista, atua há 10 anos na logística de varejo. É graduado em Engenharia de Produção, pós-graduado em Tecnologia da Informação e em Engenharia de Segurança do Trabalho e, atualmente, cursa pós-graduação Master em Logística na Live University.

Em sua trajetória na Arezzo&CO, atuou por cerca de quatro anos como responsável pelo Centro de Distribuição Geral e agora está à frente das operações InBound e B2B, Centro de Distribuição de Exportação e Despesas de Transporte da companhia. 

Leandro Tossi Rigelo – Gerente de Operação da Interlink Cargo e Consultor na Fleet – Estratégias para Gestão

Profissional do ramo de transporte há mais de 15 anos. Graduado em Logística e aluno do curso de MBA em Gestão Financeira e Controladoria na Universidade La Salle. Em sua jornada, teve passagem por diversos segmentos e trabalhou com uma ampla variedade de cargas, como: seca, refrigerada, líquida, gasosa e química. Especialista em ferramentas de gestão logística, com foco em implementação e operações de torres de controles logísticos, dashboards e indicadores em tempo real que impactam e geram resultados, transformando a realidade operacional das transportadoras.

Atualmente na Interlink Cargo, empresa de transportes nacionais e internacionais no Mercosul, onde conduz a gerência operacional, administrando as células de transportes, contratações, insumos rodoviários, agregados e comércio exterior. Consultor e proprietário da empresa Fleet – Estratégias para Gestão, que atua com serviços de diagnóstico de problemas e análises de dados, com o objetivo de trazer soluções de gestão, auxiliar nas tomadas de decisões e maximizar os resultados das empresas.

Voltér Trein – CRO eSales

Mais de 20 anos de experiência corporativa, sendo 15 deles na área comercial, atuando como vendedor, coordenador de negócios, gerente comercial e diretor comercial em empresas com atuação nacional e internacional nas áreas de tecnologia, embalagens e bens de consumo.

Também atua como investidor e mentor de startups através de iniciativas de Venture Capital. Possui formação na área de Gestão de Produção e MBA em Gestão Comercial. Experiência consolidada em formação e gestão de times comerciais e parceiros de negócios, estruturação de áreas de planejamento de produção, custos e qualidade, além de ter atuado como docente e ministrado cursos nas áreas de PCP.

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Sobre a Mundo Logística

A Mundo Logística é uma revista para profissionais de logística e supply chain manterem-se sempre atualizados.

Através do seu portal e redes sociais, divulga as últimas notícias e tendências da área, tratando de temas como armazenagem, transporte, logística 4.0, logística lean, indicadores de desempenho, gestão e carreira. 

Confira outros webinários 

Temáticas como a sazonalidade logística e a importância da última milha já foram pauta de outros eventos que tiveram a participação da uMov.me.

Veja alguns assuntos debatidos:

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