O papel da logística no pós pandemia | uMov.me

O papel da logística no pós pandemia

Em 13 de outubro de 2020 a Tecnologística, apresentou o webinário “o papel da logística e como as empresas e os operadores logísticos estão se preparando para o pós-pandemia”.

O painel conta com a moderação do economista e professor Paulo Roberto Guedes e participação de Jhonny Ivanyi, responsável pela estrutura global de distribuição da divisão Bayer Crop Science nos EUA; André Alarcon de Almeida Prado, CEO do Grupo BBM; Mauro Friedrich Arezzo, diretor de logística da Arezzo&Co.

O desafio e a oportunidade do momento

A pandemia está afetando e afetará por muito tempo o mundo todo. Para muitas pessoas isso se transforma em um grande desafio, mas para outras se torna em um grave problema. É o que pensa Paulo Roberto Guedes.

O economista e professor traz para o painel alguns dados de pesquisas que demonstram que as novas gerações se preocupam muito mais com o todo e, a grande maioria dos consumidores, gostariam de comprar das empresas que dessem atenção às mesmas causas com as quais eles participam e se engajam.

Além disso, os investimentos em empresas que adotam boas práticas sociais, ambientais e governança corporativa têm cada vez mais adeptos. Inclusive, isso é uma exigência de muitos investidores.

Para Paulo Roberto Guedes, na logística esse pensamento não vai ser diferente. Os usuários, operadores logísticos e responsáveis pela infraestrutura e desenvolvimento tecnológico, além de precisarem entender o que acontece no mundo e em todos os segmentos da atividade humana, também precisam compreender o que está acontecendo no seu mercado específico.

Mesmo com um alto grau de incertezas, as cadeias de abastecimento do futuro precisarão ser mais resilientes, eficazes e terão que respeitar a natureza, o meio ambiente e acima de tudo o ser humano. Segundo o economista e professor, esse é o grande desafio e a grande oportunidade do momento.

O papel da logística com os públicos

Ao ser questionado se a Bayer está preocupada com a segurança para com os empregados, clientes e fornecedores, Jhonny Ivanyi relata que a empresa está tomando todos os cuidados.

A Bayer contratou uma empresa para saber quais as melhores práticas de trabalho dentro dos armazéns, com os motoristas e outros. Essas práticas estão sendo distribuídas de maneira global e regional. Ou seja, nesse contexto o papel da logística está sendo cuidar dos funcionários dentro da empresa e também fora dela.

Jhonny ainda comenta que a empresa está em um processo de transição cultural, criando uma nova cultura dentro da organização. Cerca de 80% dos funcionários do Grupo Bayer está trabalhando em modelo home office e os líderes já estão pensando em adaptar um sistema híbrido para que as pessoas só precisem ir à empresa caso necessário.

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Logística para os novos desafios

O diretor de logística da Arezzo&Co, Mauro Arezzo, afirma que a pandemia causou um avanço no consumidor que passou a ser um expert em entregas, prazos, análise de qualidade e de fornecimento.

A Arezzo&Co já vinha há algum tempo pensando na estratégia de omnichannel, para que o consumidor pudesse ter uma ótima experiência de compra em qualquer canal. O cenário posto mostra que o consumidor passou a ter a capacidade de definição de valor mais própria e a ter um olhar mais técnico, comenta Mauro.

Como se preparar para atender esse consumidor? “Dar a ele todas as alternativas possíveis, com as melhores experiências, para encantá-lo em todos os canais. Aí está o grande desafio! Não podemos criar uma competição entre canais, eles precisam ser eficientes.”

A logística tem um grande desafio para atender essa estratégia omnichannel de maneira mais homogênea. É preciso estudar bem como fazer o encantamento do cliente e garantir um suporte perfeito em caso de qualquer tipo de descontentamento.

“Hoje não existe mais logística sem tecnologia. Um bom aparato tecnológico é vital para este momento”. Mauro Friedrich Arezzo.

Questionado se a logística é um grande gargalo nas compras via internet, Mauro salienta que os desafios são 50% da tecnologia, que precisa de fato ser boa e 50% da logística em geral, pois o Brasil ainda tem muitos problemas em questões de estruturas e processos que precisam ser resolvidos. 

Leia também: Tecnologia em logística: como um app pode transformar seu negócio?

O papel da logística na sustentabilidade

Uma das grandes questões do painel é se as alternativas logísticas a serem privilegiadas neste momento e também daqui pra frente seriam as que mais protegem as pessoas, o meio ambiente e a sustentabilidade, mesmo que essas não sejam as mais econômicas.

André Alarcon destaca a importância desse ponto e comenta que as transportadoras devem pensar em levar mais cargas rodando menos.

“É preciso otimizar rotas! À medida que se diminui o km percorrido, se afeta diretamente o consumo de carbono.” André Alarcon de Almeida Prado.

O Grupo BBM é a primeira empresa do Brasil que pode ser chamada de “end to end”. Isso quer dizer que, desde a matéria prima até o cliente final, há um atendimento para toda a cadeia logística, que deve ser otimizada como um todo. Além disso, a empresa tem uma proposta omnichannel para atender o cliente da melhor forma possível.

Há muito mais para saber! Assista ao webinário completo:

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