O que é receita recorrente no mercado de aplicativos?

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Empreender é sempre um desafio. Ainda mais para negócios baseados no mercado de aplicativos. Mas a crise pode ser uma oportunidade para um empreendedor. A receita recorrente é a forma como empresas no mundo todo vêm se viabilizando no mercado e tornando este modelo lucrativo e destacado da concorrência.

Veja tudo o que você precisa saber para começar a montar sua estratégia em cima deste modelo:

Como funciona o mercado de aplicativos?

O mercado de aplicativos ganhou força pela primeira vez com a criação dos dois principais sistemas mobile até hoje: Android e iOS. Pela primeira vez, as fabricantes abriam para terceiros a possibilidade de criar e comercializar softwares que expandiam as capacidades de seus aparelhos.

Com as portas abertas, veio a enxurrada de aplicativos que brigam por sua atenção nas lojas oficiais de apps, principalmente Google Play e App Store.

Criando um modelo

Por se tratar de um modelo de negócio completamente novo, os desenvolvedores e empreendedores tiveram que aprender a se posicionar para atrair o usuário final.

O modelo de venda direta ainda hoje não se provou tão lucrativo, por isso os apps que mais se destacaram são aqueles que oferecem serviços que atacam problemas do dia a dia e lucram com receita recorrente.

Indo para o mundo corporativo

Outra forma que empresas do mundo todo encontraram para se tornarem relevantes no mercado mobile foi a aposta no mundo corporativo. Enfrentando a resistência inicial, estas iniciativas, como o famoso Dropbox, se estabeleceram em um modelo mais tradicional de assinatura e suporte.

O que é receita recorrente no mercado de aplicativos?

A receita recorrente é um dos modelos que mais se adaptaram ao mercado mobile, principalmente para gerar fluxo para empresas em tempos de crise, quando o custo de aquisição de novos clientes se torna proibitivo.

Geralmente este modelo é feito através de assinatura, projetado para entregar ao cliente uma experiência completa e contínua de consumo. No caso dos aplicativos, os melhores modelos são aqueles em que há flexibilidade: a renovação da assinatura é feita automaticamente, mas o cliente pode decidir por cancelar a hora que quiser.

É assim que funcionam os maiores aplicativos com receita recorrente, como Spotify e Netflix. A importância de entregar um serviço de qualidade é recompensada por uma base fiel de clientes que garantem um faturamento constante para a empresa.

Quais são as diferenças entre cliente corporativo e usuário final?

Para empreender no mercado de aplicativos com uma boa estratégia de receita recorrente é necessário entender os dois tipos de público com os quais você pode trabalhar.

Entre usuários finais e clientes corporativos existem diferenças de posicionamento e modelo de negócio, mas também semelhanças de oportunidade de crescimento e um mercado aquecido.

Veja como tratar cada um dos públicos:

Usuário final

Quando se cria um aplicativo para o público geral é preciso pensar em engajamento, praticidade e uma identidade própria. Apps como o Spotify mostram que o importante é facilitar a vida do usuário final.

Ao perseguir este modelo você aumenta seu risco por ser mais difícil engajar e manter sua base recorrente, mas ao mesmo tempo existe uma escalabilidade maior com menos estrutura e investimento.

Cliente corporativo

Um exemplo de aplicativo voltado para clientes corporativos é o Office 365, da Microsoft. O foco para empreender neste nicho deve ser em oferecer um serviço eficiente e com suporte de operação para se tornar essencial ou até obrigatório para outras empresas.

Por isto, apps voltados a clientes corporativos costumam exigir uma estrutura mais robusta, mas geram lucro mais substancial por incluírem valores de implementação, assinatura do serviço e suporte.

Qual é a importância do engajamento com apps corporativos?

Não é porque seu aplicativo se torna um serviço essencial em meios corporativos que você não deve se preocupar com o engajamento dos usuários. Empresas de todas as áreas estão apoiando cada vez mais sua operação em meios mobile e de cloud computing e estão preparadas para ajustar estratégias de forma rápida para acompanhar um mercado competitivo.

Isto significa que nenhum serviço está seguro. A concorrência no mercado de aplicativos é voraz e empreendedores no mundo inteiro buscam brechas para introduzirem novas soluções ao público empresarial.

Apesar de ser um modelo com receita recorrente mais consistente e estar estabelecido, a evasão de clientes é muito mais danosa para este tipo de negócio, já que se trata de assinaturas de maior valor e menor volume.

Quais são os riscos do Churn Rate?

Quando falamos de receita recorrente no mercado de aplicativos, a evasão de clientes é um dos principais indicativos que devem ser analisados para decretar a viabilidade ou não de uma iniciativa.

Esta taxa é chamada de Churn Rate, que é a porcentagem de clientes que cancelam o serviço mensalmente de acordo com a sua base fidelizada. Os riscos de ter uma taxa alta ou não calculada podem minar a viabilidade do seu aplicativo:

Desperdício de recursos na aquisição

É mais barato manter um cliente fidelizado do que adquirir um novo. Por isto é importante garantir a qualidade e a relevância do seu serviço, para que você não tenha que buscar o tempo todo a recuperação da base perdida mensalmente.

Avaliação errônea da saúde financeira

Uma Churn Rate variável ou mal calculada pode levar o empreendedor ao erro quando avaliar a saúde financeira da empresa. É muito fácil cair no velho ditado de contar com o ovo ainda dentro da galinha e planejar gastos com um dinheiro que pode não ser revertido em faturamento real.

Dificuldade de acertar na criação de estratégias

Este descontrole da taxa de evasão de clientes também dificulta o planejamento da sua empresa. É preciso antes tratar da consolidação do serviço e só depois acertar os rumos para se tornar uma solução de sucesso.

Portanto, desenvolver aplicativos baseados em receita recorrente é um excelente negócio para alavancar seu empreendimento em tempos de crise, mas é preciso ter em mãos um produto de qualidade, bem gerenciado e com objetivos claros traçados para o futuro.

O mercado de aplicativos é uma área em crescimento e estimulante para o empreendedor que busca transformar suas ideias em realidade. Mas para ter realmente sucesso é preciso entender que a receita recorrente, apesar de uma saída para tempos de crise, só funciona com muito planejamento e preocupação com a experiência do usuário.

E você, está pensando em empreender no mercado de aplicativos? Qual é para você a solução ideal de receita recorrente? Venha discutir conosco aqui nos comentários!