O que o maior evento de varejo do mundo ensina sobre transformação digital?

NRF Retails Big Show

O varejo apresentou sinais claros de recuperação em 2017, e para este ano a expectativa é ainda mais positiva. Mas para crescer, será preciso investir, inovar e se digitalizar. Este é o diagnóstico do consultor da uMov.me Giovani De Zorzi, que visitou a NRF Retail’s Big Show 2018, maior feira do segmento varejista em todo mundo.

No evento realizado em Manhattan, Nova Iorque, foram apresentadas as principais tendências e inovações para o varejo no momento. O tom é sempre voltado à integração dos canais físicos e digitais, no chamado omnichannel.

A feira é organizada pela Associação Norte-Americana dos Varejistas, mas atrai visitantes de todo mundo. O SEBRAE-RS afirma que os brasileiros representaram a segunda maior delegação estrangeira no evento, atrás apenas do Canadá, cuja fronteira fica a 7h de carro do local do evento.

O motivo de tanto interesse se justifica. Se no ano passado o crescimento do segmento no Brasil foi de 6%, segundo a Serasa Experian, para se manter relevante em 2018, a principal discussão será em como trazer as inovações tecnológicas para as lojas sem ferir as normativas e legislação do segmento.

“A feira vem mostrando nos últimos anos que o varejo está diante de um grande desafio, que é sair da zona de conforto e buscar caminhos para transformar a operação e aliar o offline com o online”, afirma De Zorzi.

O consultor destaca o Amazon como exemplo de grande player do ramo que está sempre em busca de inovações e novas experiências para os clientes. Há alguns anos, a gigante norte-americana começou a ampliar as operações antes focadas no varejo virtual, para unidades físicas.

Neste processo, a empresa de Jeff Bezos já se tornou uma rede de livrarias, com unidades por diversas cidades norte-americanas. Também apostou no ramo de supermercados, com uma loja-conceito ultratecnológica em Seattle, onde fica a sede da empresa.

Tecnologia na NRF Retail’s Big Show e as barreiras burocráticas brasileiras

Giovani De Zorzi na NRF Retail's Big Show 2018

“Em breve, todas ações das lojas não vão mais ocorrer em PCs, tudo será em dispositivos móveis. Consulta, atendimento e até o pagamento, tudo será por dispositivos móveis”, acredita o consultor da uMov.me.

Apesar disso, De Zorzi vê que muitas inovações tecnológicas apresentadas na feira da NRF esbarram nas regras para o varejo brasileiro.

Uma das principais é o PAF-ECF, sigla que se refere ao uso conjunto (e obrigatório) do Programa Aplicativo Fiscal com o Emissor de Cupom Fiscal. O software não conta com versão mobile, não oferece muitas facilidades de integração com outras soluções e, em várias de suas rotinas, servem apenas para atender exigências da Receita Federal, sem melhorias para os clientes.

Porém, para o consultor, a legislação se modela conforme os costumes dos cidadãos. “Como a transformação digital está mudando os hábitos do consumidor, é possível ver as exigências legais também sendo alteradas. É o caso da Nota Fiscal Eletrônica e do Sistema Autenticador e Transmissor, que permitem que o documento fiscal chegue ao consumidor sem a necessidade de impressão”, ressalta.

O futuro do varejo e a uMov.me

Grande destaque durante a NRF 2018, a transformação digital traz novas propostas para o varejo. “Conforme os hábitos dos consumidores vão mudando, as empresas vão criando formas de aproximar o consumidor da experiência local no virtual”, destaca o consultor Giovani De Zorzi.

Também na opinião do consultor, mesmo com os desafios burocráticos, o Brasil está alinhado às melhores práticas do varejo. O que é feito em mercados como EUA, Canadá, União Europeia e Japão também é visto por aqui.

“A própria uMov.me é um exemplo de empresa nacional com tecnologia de ponta”, afirma De Zorzi, que traz de Nova Iorque a visão de que os comerciantes precisarão ter seus próprios canais digitais para falar com consumidores, inclusive apps.

De acordo com o consultor, a tecnologia e a plataforma da uMov.me oferecem condições tanto para soluções de mobilidade B2B, para que o lojista possa organizar sua operação e dar aos seus vendedores poder de consulta na palma da mão. E também oferece recursos para o desenvolvimento de apps para levar sua oferta para os consumidores e clientes.